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Acolhimento Institucional

Acolhimento Institucional

Em 2016, o Instituto Jurídico para Efetivação da Cidadania - IJUCI, em parceria com a Prefeitura Municipal de Belo Horizonte iniciou o Serviço de Acolhimento Institucional. O objetivo principal do serviço é acolher, em caráter provisório, excepcional e emergencial, crianças e adolescentes. Atualmente o IJUCI conta com cinco unidades de acolhimento para o atendimento de 70 meninos com idade entre 07 e 17 anos, em situação de risco pessoal e social, afastados de convívio familiar por meio de medida protetiva.

Considerando a família em seus diversos arranjos, como a base fundamental para o desenvolvimento, bem-estar e proteção da criança, as normativas destacam a necessidade de proteger crianças e adolescentes contra a violência, o abuso, a negligência, a exploração, o abandono, dentre outras violações.

O Acolhimento Institucional é necessário como garantia de segurança no processo de reconstrução de redes de proteção que exigem, quase sempre, um investimento de todas as políticas sociais. Uma das funções primordiais das unidades de Acolhimento é realizar os encaminhamentos para a superação das violações de direito, entendendo que este espaço institucional não seja um isolamento, mas sim, uma possibilidade, um lugar de pertencimento, vinculação, afetividade e, sobretudo, de instrumentalização para conhecer e construir possibilidades de pertencimento para cada criança e adolescente atendido. Parte-se também do princípio de que o alicerce da função do Acolhimento Institucional é proporcionar aos acolhidos uma consciência de si e de suas possibilidades de ser, a partir de um projeto de vida que o faça protagonista de sua própria história.

As unidades de Acolhimento do IJUCI contam com um diferencial de ser um espaço comunitário com relações de grupo significativas, uma vez que o tempo de permanência da maioria das crianças e dos adolescentes no acolhimento confere à equipe de trabalho a possibilidade de desenvolver ações que fortaleçam os vínculos coletivos, que por muitas vezes, pelos motivos da institucionalização, encontram-se totalmente rompidos.